Celebrando as coisas simples da vida, que enchem nossa alma de energia e bons pensamentos.
Comtemplar uma vista bonita, rodiado de amigos ou não, faz muito bem.
Essa foto foi tirada no topo da ilha de Mantaray, no Grupo de Yasawa Islands. Eu, o Fofo e o João do Zazoo resolvemos enfrentar o mato fechado da ilha para subir numa pedra que estávamos vendo a dois dias, e só pensando como seria bonita a vista la de cima. Entramos mato a dentro com facão e tudo mais, e chegamos no nosso destino que era simplesmente perfeito. Um por do sol pra não esquecer!
Publicado por Joãozinho
26/7/2010 - 3:44
Sessação de surf!
Um final de semana com muito sol, pouco vento, e um mar realmente liso marcou passagem por aqui. Ancoramos atrás da ilha de Namoto, e tivemos o privilégio de surfarmos quase o tempo todo sozinhos no pico chamado Namotu`s Left. Acho que as fotos do vídeo falam mais que qualquer palavras. Um por do sol irado marcou o final de um dia daqueles que só podia acabar com um churrasquinho bem ao nosso estilo!
Publicado por Joãozinho
13/7/2010 - 16:38
Canela também celebra o surf liberado em Fiji
Ed`s Bar celebrate surfing freedon - 09/07/2010
Surf Fiji 2010
Fiji é um verdadeiro paraíso tropical. Não só pelas belezas naturais e o povo acolhedor, mas principalmente pelas ondas perfeitas que querbram em cima dos reefs de corais. Porém, sempre houve um grande problema no país. As melhores ondas eram fechadas para o público geral, e apenas podiam ser surfadas por quem tivesse condição financeira de pagar cerca de 500 dólares americanos por dia para se hospedar nos resosrts das ilhas que tinham esses picos. A ilha mais conhecida é a de Tavarua. Seus picos são conhecidos mundialmente por ter recebido algumas vezes uma das etapas WCT. Suas ondas, Cloud Break, Restaurant`s e Right, compõe as melhores ondas do país. Até semana passada, só podia surfar quem não estava nos resorts, nos sábados de manha, com reserva prévia. Eu tive o privilégio de participar um dia dessa sessação de surf em Cloud Break. Tem todo um ritual antes de cair na água. Primeiro tivemos que ligar para o resort e reservar lugar para 3 surfarem. Eles falaram que estava esgotado, mas demos uma insistidinha, falamos que éramos brasilieiros e eles deram um jeito e conseguimos as vagas. Demos nossa localização, e sábado as 7 e 30 da manha estava o barquinho “tavarua V” batendo no nosso barco. Pegamos mais dois australianos no caminho e fomos pra Tavaura. Até então não sabíamos como ia ser, o que íamos ter que fazer e como seria o surf. Apenas tinhamos acompanhado o swell que indicava ondas de até 7 pés. Chegando na ilha, desembarcamos com as pranchas, e a primeira pessoa que vemos, é o Joel Parkinson voltando da sessação anterior, já que ele estava hospedado no resort. Tivemos que assinar um termo de compromisso que dizia que éramos responsáveis por qualquer incidente que pudesse ocorrer com a genet. Porém, eles disponibilizavam dois jet skys de resgate, e um helicóptero se fosse preciso fazer algum resgate mais urgente. O negócio era muito bem organizado. Depois fizeram uma pequena palestra contando como ia ser a sessação, e algumas dicas como se você cair e não se machucar, faça um sinal de por a mão na cabeça para todos saberem que você está bem. Caso tenha se machucado, levante e bata os braços para que o jet sky venha apanhá-lo. Falaram um pouco da história da ilha, e que estávamos todos no mesmo barco, que éramos todos brothers, que deveríamos respeitar as prioridades pois teria onda para todos. Então entramos todos num mesmo barco. Eram 16 surfistas, muitos indo pela primeira vez, e outros já mais experientes. A sessação era das 9h às 13h. Chegamos lá o mar estava um pouco balançado devido a um maral que soprava moderado naquela hora. Deu para fazer um bom surf até umas 11h, quando o vento apertou e estragou o mar. Mas a vibe de surfar naquele pico é muito boa. Ver o palanque que foi montado para o WCT atras de ti, e saber que os melhores surfistas do mundo já passaram por ali é uma sensação muito boa.
A uma semana essa lei foi quebrada pelo presidente do país, o Ratu Epeli Nailatikau. Todos os picos de surf estão liberados para todo mundo. Ele teve a iniciativa depois de ver um campeonato de surf em Cloud Break, e ver que não havia nenhum surfista local partcipando. Chegou a conclusão que o motivo era por que os melhores picos de surf do país, não podiam ser desfrutados pelo povo local devido ao altíssimo custo dos resorts, dominamos por autralianos e americanos. A briga durou mais de 2 anos, e eu tenho a sorte de estar aqui no momento dessa mudança radical no país. A minha visão sobre esse fato é a seguinte:
Acredito que dentro de pouco mais de um ano, a crownd vai crescer bastante em Fiji, assim como aconteceu na Indonésia. Mas a crown é inevitavél no atual momento que o surf anda vivendo. Mídia como sites, revistas, vídeos, propagandas, espalham a vibe do surf, e isso só vai crescer o surf, e os adeptos a ele. O legal de quando era fechado apenas para os hóspedes e tinha essa janela nos sábados de manha para quem não estava hospedado, é que o pico era sempre bem contralado, seguro de surfar e não havia crowd. Mas não havia crownd, pois são poucas as pessoas que tem a condição de pagar isso. Claro, quem tem a grana não vai gostar, pois é muito bom para eles ficar hospedado num lugar assim. Mas lutamos por igualdade social, e acho que esse é um bom passo para isso. Não pode um lugar natural ficar na mão de milionários e deixar os outros apenas como espectadores.
Falando em crownd, tentando ter um olhar positivo sobre ela, é que não foi liberado apenas um pico, mais sim todos. Vou dar como exemplo duas ilhas bem próximas. Tavarua e Namoto. Essas duas ilhas possuem 6 picos de surf que antes eram proibidos. Além disso elas ficam do lado de Wilkes Pass, que sempre teve o surf free. Então, a crownd vai poder se dividir nesses picos e se disolver um pouco. Pois não é todo mundo que vai por pra baixo em Cloud Break, por exemplo, que é uma onda casca grossa, que quando ta muito grande, Namoto`s left quebra mais tranquila e com muita perfeição, como pude ver um dia, mas não pude surfar (um dia antes da lei entrar em vigor). Isso falando num espaço pequeno do país, que quebra ondas para direita e para esquerda. Há muitas outras ondas espalhadas pelo país, secrets points e ondas em ilhas bastante remotas.
Acho que o surf local vai poder se desenvolver mais. Porém, surfei muitas vezes em Wilkes Pass, que é uma direita, e em dois dias extremamente clássicos, vi apenas dois surfistas locais na água, e não estavam ali apenas para surfar. Eles eram os motoristas dos dings (botes) que trouxeram um pessoal para surfar. Eu esperava ver mais locais dentro da água. E os que estvam, surfavam muito pouco para quem nasceu num país que tem as ondas que tem. Claro que deve haver outros que surfam bem, porém estou falando do que vi até o momento.
Essa lei virou comentário geral entre as pessoas. Fomos num barzinho na ciadade de Nadi (que se pronuncia Nandi), que é bem de nativo mesmo, e em um quadro grande no meio do bar havia o seguinte escrito: “ed`s bar celebrate surfing freedon ”. Isso mostra toda a alegria do povo local com a atitude tomada pelo presidente, que enfrentou muita gente que depositva grana no país para poder ter essa regalia nas ilhas, e deixou o surf liberado para todos.
Acredito que isso ainda não acabou. Deve haver mais brigar futuras, pois fico imaginando quem já reservou suas estadias nesses resort`s, por exemplo, e agora não vai mais sufar com 10, 15 pessoas na água, e sim, com quem tiver afim de surfar aquela onda, naquele dia. Mas isso é outro problema.
Agora eu quero aproveitar estar vivendo em meio a essa mudança histórica no país e surfar essas ondas sem precisar desembolsar nada de grana e ver a alegria desse povo, que antes mesmo dessa lei ser vigorada, já tinha uma alegria e uma energia muito boa.
BULA BULA!
Publicado por Joãozinho
8/7/2010 - 5:41
O presente dos amigos
Essa vai para os meus amigos aí do Brasil que me deram essa prancha quando me formei!
Ela ta em Fiji gurizada, dropando as ondas mais perfeitas que já vi na vida. Se pudesse pagava uma passagem pra cada um pra estar aqui comigo desfrutando desse paraíso. A vontade de estar com vocês é grande, mas com essa prancha me sinto mais perto da galera e mais confortável quando a saudade pega.
Estou usando ela com todo carinho e espero vara muito mar com ela ainda e só ir mandando as fotinhos pra vocês!
Valeu galera, um abraço pra cada um, e vão mandando daí que por aqui deixa com a gente!
GO SURF!!!
Publicado por Joãozinho
24/6/2010 - 18:41
NZ <-> FIJI - Rock and Roll
Chegamos! Depois 9 dias e meio, mais de 200 horas vendo apenas o mar, o céu, o sol a lua e as estrelas, chegamos na tão sonhada Fiji. Foi uma viagem com muitas emoções, tensão, medo, mas muita alegria e prazer em realizar essa travessia com sucesso. Quando saímos de Opua, no dia 13, por volta das 16h, já sabíamos que poderíamos pegar uma baixa pressão no caminho por quarta ou quinta feira. Baixa pressão no hemisfério sul, são ventos que giram no sentido horário, como se fosse um pequeno tornado, mas sem a formação daquelas nuvens que vão até o chão, mas ventos bastante fortes. Sempre mantivemos contato com nosso amigo Hugo, do barco Beduína, que atualmente esta morando em Auckland com sua famíla, Gisleine e Talita. Ele, diariamente nos mandava mensagens no Iridium nos atualizando das condições do clima. Os dias foram passando, e previsão da baixa não sumia e cada dia estávamos chegando mais perto dela. Com hora marcada, no quinto dia era pra ela chegar as 16h com ventos de 30 nós(uns 60km/h). A hora chegou, e por sinal era meu turno, mas não teve muita alteração, o mar estava agitado e vento não passava de no máximo 25 nós. Mas madrugada adentro ele bombou, porém, a previsão indicava que os ventos acalmariam no outro dia até o meio dia. Então estávamos contando as horas. Mas no dia seguinte a previsão mudou, e pra pior. O Hugo nos manda a mensagem dizendo que depois das 18h os ventos entrariam com 40nós e rajadas de até 45. Ficamos apreensivos, pois já haviamos passado uma noite tensa. Os momentos que antecedem esses ventos são sempre complicados, mas sempre mativemos o pensamento de proteger o barco e a nós mesmos, sem se preocupa com data pra chegar. Bom, essa noite também passou, foi sinistra demais, ondas grandes, balançando, umas rajadas que pareciam virariam o barco. Depois de cinco dias pesados, veio uma calmaria incrivel. Dois dias com nada de vento, o mar parecendo um azeite, um sol forte, deu um ânimo pra galera, que até chegar aqui foi o mesmo. Foi uma viagem doida, que valeu muito pela experiência, mas nào gostaria de passar de novo, foi animal. Não sei porque, nessas horas que antecedem coisas ruins que podem acontecer, o cara sempre pensa besteira, ou lembra de um filme que acabou em mer.., não entendo isso, mas tudo bem, passou. Os guris aqui são bom no que estão fazendo. Sempre pensando muito antes de agir, tomaram as atitudes certas nas horas certas. Nos momentos mais sinistros fizeram os meus turnos da madrugada pelas suas experiências e com muita atitude trouxeram o Canela até aqui. Eu fui aprendendo, to bem longe de saber tudo o que eles sabem, mas deu pra ver que tão com a “manha”. Eu dei minhas enjoadas, uma vomitadinhas no começo (até o quarto dia......), mas valeu muito a pena passar por isso. Um prova de fogo animal, uma aventura, uma viagem diferente que demorou tanto tempo e aconteceram milhões de coisas. Há muito tempo pra se pensar na vida (até perigoso as vezes), refletir sobre muita coisa, viajar, delirar. Aqui no barco tem um “diário de turno”, que cada escreve alguma coisa durante seu turno. A gente dividiu nossos turnos em 3 vezes por dia, 2h cada um. Eu peguei o das 9:00h às 11:00h, das 17:00h às 19h:00 e da 01:00h às 03:00h. Os diurnos são tranquilos, geralmente (nos dias quentes) todo mundo fica acordado e então passa e nem se nota. O da madrugada é sozinho. Teve pescaria, e da boa. Pescamos dois atuns e um dourado. Rolou sashimi, peixe com arroz e batata e umas iscas de filé... Nossa alimentação não foi das mais reforçadas, até porque é meio complicado cozinhas em alto mar. O balanço é muito grande. No cinco primeiros dias foi quase impossível, e o alemão fazia uma mágica lá e aparecia com umas comidas que salvavam a galera. Bolacha de água e sal, maça e gengibre foram minha dieta no começo da viagem. É difícil se acostumar com o balanço, principalmente nessas situações. Pra mim era da cama pra rua e da rua pra cama. Com o passar dos dias foi acostumando e no final já estava tranquilo. Bom, agora é relaxar, descansar, conhecer o lugar, surfar e aproveitar. Estou escrevendo aqui no barco, é uma da manha, e ainda não demos entrada em Fiji, estamos ancorados numa baia, esperando o sol raiar para darmos entrada na imigração e aí sim começar o EXPLORE FIJI.