28/12/2009 - 17:30
Feliz Natal

Pequena Lea
Meu primeiro natal longe de casa.
Bom, foi muito legal. Conseguimos juntar uma galera que estava sem pai nem mae aqui na New Zealand, e fizemos uma ceia/festa bacana. A casa era de uns brasileiros que estao por aqui ja fazem mais de ano. Entao tinha a galera deles, e nos chegamos com a nossa turma e mais a galera de outros barcos, os nossos amigos franceses, o baiano, o barco da famila do David e da Anne, com sua linda filha Lea. Essa menininha de apenas 4 anos, que fala fluente ingles e frances deu um ar mais de familia para o o nosso natal. Ela corria por tudo, fazia fulia, brincava com todo mundo. Um doce de menina. Muito legal ter ela por perto.
Publicado por Joãozinho
15/12/2009 - 2:05
Feliz aniversário

Queria deixar aqui minhas felicitações ao meu pai.
Parabéns meu velho, tenho muito orgulho de ti e de ser teu filho. Aprendi e aprendo todos os dias contigo, mesmo longe, ainda aprendo, pois minha cabeça sempre pensa em tudo o que tu já me falou. Ainda espero poder aprender muito mais, conhecer muito mais lugares, explorar a natureza do jeito que só a gente sabe.
Te amo muito, pai, feliz aniversário!
Publicado por Joãozinho
13/12/2009 - 18:59
Sem muito para ser feliz

Para refletir
Você já se imaginou vivendo sem geladeira, sem água quente e sem telivisão?
Pois é, nos vivemos assim. E sabe o que mais, não nos faz falta. É apenas uma questão de adaptação. Os guris estão nessa vida já faz mais de um ano, eu estou nessa barca há apenas duas semanas e pouco, mas já estou me acostumando.
Televisão chega a ser um favor a gente não ver na verdade. Claro, não dá para ser hipócrita e dizer que o cara não sente falta de ver um futebolzinho, um filme diferente, um jornal, um globo esporte, mas com internet o cara busca as informações que lhe convém, e pode filtrar o que não lhe agrada.
A água quente não sai na torneira, nem do chuveiro, mas se pode esquentar numa chaleira, botar numa bolsa térmica, misturado com água fria e tomar um bom banho. Não é aquele banho dos sonhos, mas é um banho. Mas como todo mundo gosta de um pouco de conforto, tem um clube de natação perto daqui onde estamos ancorados que cobra 2 dólares uma banho quente de tempo indeterminado. Então umas duas ou três vezes por semana damos uma chegadinha lá.
O problema maior é a geladeira. Que também não é assim um grande problema. Tem que saber usar as coisas. Bebida gelada só mesmo quando compramos umas cevas, daí vem gelo junto no pacote, de resto é sempre temperatura ambiente. O leite tem que ser consumido de um dia pro outro, assim como as carnes, que são compradas somente quando utilizadas, e em barco de gaúcho, elas são bastante consumidas. Tempos que adaptar a alimentação conforme o que podemos armazenar. Frutas e verduras são muito utilizadas, assim como bolachas e enlatados. Não é uma alimetação regrada, nem cuidadosa, mas longe de passar mal, longe. Salve os ovos e as batatas!!!
Este post é só pra fazer as pessoas pensarem um pouco, refletir e aproveitar quando forem tomar um suquinho gelado, comer uns frios fersquinhos, tomar um banho quente ou ver um programa interessante de TV. Pensem na gente quando fizerem isso, mas não sintam pena ou algo do tipo, estamos vivendo numa boa sem se preocupar com esse tipo de coisa. A vida é muito mais que isso.
Abraço a todos!
Publicado por Joãozinho
13/12/2009 - 18:39
Surf

Bom, atualizando um pouco o site depois de quase uma semana.
Esse final de semana fizemos o primeiro surf na New Zealand. A trip foi muito legal, e fomos junto com um pessoal brasileiro que mora aqui faz um tempão já. Já deixo meu abraço pra galera, e principalmente pro "Molão" que fez toda a mão par conseguir carro pra gente ir, lugar pra ficar e tudo mais. Fomos para Raglan, o pico de surfe mais conhecido e que rola as melhores ondas aqui do país. Saimos sabado de manha aqui de Auckland, viajamos umas duas horas e chegamos lá. Muita chuva na chegada e um vento forte desanimo um pouco a galera, pois a espectativa era grande (a minha principalmente). Então fomos para um backpacker ajeitar nossas coisas para surfar na tarde. Abriu um solzinho, o vento deu uma amenizada, e fomos de "mala e cuia" para a praia. Não existe areia, só pedra sobre pedra, e uns gramadinhos onde a galera fica olhando o surfe. Nesse dia, sábado, surfamos em Whale Bay, que chama-se assim pois tem um pedra com formato de uma cauda de baleia que quando a maré enche, apenas ela fica exposta. As condições do mar estavam melhorando a cada hora, e logo estávamos dentro d'água. A entrada é complicada, pois tem que ir pelo meio das pedras mesmo, com ondas vindo contra, mas é só esperar a hora certa que não tem erro. O surf foi muito bom, as ondas estavam quebrando pra todo mundo, mas ainda sim não estava correspondendo as espectativas. O vento não era o ideal e o sweel (ondulação) também não. Mas perto do que o nosso Rio Grande do Sul nos proporciona, já estava muito bom.
No outro dia acordamos cedo e fomos no mesmo pico, mas dava para ver ao longe que uma outra sessação estava quebrando com mais força e mais longa. Fomos para lá. O nome do pico é Indicator. Na entrada, aquela mesma mão das pedras, mas valendo a pena. chegamos no out side (onde quebra as ondas mais ao fundo) e tinha muita onda. E o melhor, só a gente na água. Estávamos em 7. Eu o duda e o guto, o molão (Foz do Iguaçu), o maceió (de Maceió...dã), o Pedro (floripa) e o Imbé (de Imbé....dã). Tinha onda pra todo mundo, e o melhor é que dava pra conectar as sessoções do out side, com as do in side (ondas mais na beira). Então o surf foi muito bom. E para completar, de dentro d'água, dava para ver uma cachoeira de água doce que caia dentro do mar, uma coisa espetacular. O lugar é incrível!
Conclusões que podemos tirar:
- O lugar tem jeito que é muito perfeito pro surf, vimos isso em fotos e vídeos;
- por não ter ninguém na água, o mar devia estar muito ruim perto do que ele pode oferecer;
- mas mesmo assim, deu para surfar ondas longas e boas;
- nada melhor que surfar com amigos, seja em qualquer condição;
GO SURF!!!
Publicado por Joãozinho
6/12/2009 - 1:50
Recepção em alto estilo

Interação da tripulação
E ai galera, to postando aqui meu primeiro post no no site do Destino Canela. Queria dizer primeiramente que é uma honra estar podendo ter este espaço aqui, e começar a fazer parte desse projeto tão grandioso que os guris estao fazendo com muita competência.
Vou estar postando aqui, como os guris ja comentaram, uma visao externa de tudo que acontece aqui dentro do barco, e fora dele. Vou postar também assuntos relacionados ao meio ambiente aqui de Auckland, assim como alguns projetos que estamos começando a bolar.
Para começar, vou falar sobre a vida a bordo de um veleiro. Esses dias, quando acordei, fiz uma refletida sobre como minha vida tinha mudado radicalmente. Um dia tava durmindo na minha cama, na minha casa, no outro ja passei um noite no aeroporto de Buenos Aires, e no outro tava durmindo dentro de um barco no outro lado do mundo. Mas essa mudança meio que darical foi amenizada de forma espetacular com a recepção que os guris me proporcionaram. Ja comecei chegando quase 4 horas atrasado no aeroporto aqui de Auckland, e os guris estavam lá, bem tranquilos, e meio que de ressaca, me esperando. Pra me sentir mais em casa ainda, quando chegamos no barco fizemos um salchipão, tomamos umas cevas, violão e muita conversa.
Tenho bastante coisa pra falar sobre essa turma, mas dentre todas, a que mais me chama a atenção nesses 10 dias que já estou aqui é o intercâmbio cultural que os guris estão tendo. O negócio funciona mais ou menos assim: quando estamos entre brasileiros, a lígua, obvio, é portugues, quando chega um amerciano ou newzelandez, vira ingles, quando chega um argentino, chileno ou espanhol, vira castelhano. E o papo sempre flui muito bem, pois o carisma que eles tem é algo impressionante. Seja em qual língua for, eles conseguem cativar quem esta interessado em saber como funciona o projeto todo do Canela.
Nos estamos localizados no Viaduct Harbour Marina, próximo a Queen street, que é o centro da cidade. Estamos anconrado ao lado de um calçadão que passa bastante gente, principalmente nos finais de semana. Só que o interessante é que nossa localização varia conforme a maré – explico: a cada 6 horas muda a maré pra cheia ou baixa. Quando esta na baixa, ficamos bem abaixo no nível do calçadão, entao as pessoas tem que olhar pra baixo pra nos ver. Quando a maré enche, ficamos no nível do calçadão, e ja vira motivo de alegria poder ver as pessoas passando na rua.
A bandeira do Brasil que esta asteada no Canela chama a atenção das pessoas que estão passando pela rua, e volta e meia temos que explicar o projeto, de onde viemos e pra onde vamos, e as pessoas acham muito legal, pois notam que são todos jovens e com uma determinação incrivel para realização do mesmo.
Logo no terceiro dia aqui em Auckland arranjamos um futebol. Foi atraves de um amigo de Portugal de um outro barco, o Duarte. O futebol foi em um clube aqui da cidade mesmo, e foram eu, o Fofo e o Duda jogar. Detalie que os dois fazim quase um ano que nao jogavam uma bola. Mas são brasileiros e os caras newzelandezes né, ja da pra prever o resultado. 5 x 0 pra nós.
Bom pessoal, agora que meu blog está no ar vou atualizando ele com mais frequência.
Deixo um abraço a todos, e um agradecimento especial aos guris aqui do barco por me acolherem do jeito que me acolheram! E um abração pra turma do Canela!
Publicado por Joãozinho
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