30/5/2010 - 22:54
Conheça o Projeto

O projeto terá inicio a partir da saída da Nova Zelândia, programada para maio de 2010. Durante as travessias, todo animal avistado será catalogado e quando possível, monitorado. Esse monitoramento será feito através da observação do animal e será anotado diversas informações sobre a espécie. Todas essas informações servirão de apoio para entender o porquê da espécie estar naquele local e naquela época. Quando o barco estiver ancorado, será feito um levantamento da fauna presente nas ilhas, com as espécies mais relevantes, e pincipalmentes as espécies endêmicas (que só vivem naquele local).
Os animais que entrarão no catálago serão, principalmente, tartarugas, aves e mamíferos marinhos. Peixes (incluindo raias e tubarões) também entrarão na lista, porém com o objetivo apenas de levantamento de espécie. Quando possível, invertebrados, como corais, moluscos e águas vivas, também serão registrados. A flora marinha também receberá atenção, mas com enfoque secundário, e será registrada apenas quando não houver fauna possivel de obervação.
Com esse levantamento poderá ser publicado um artigo com todas as espécies registradas pelo Projeto, com curiosidades sobre cada uma e fatos relevantes durante as avistagens. Também poderá ser feito uma comparação com a fauna marinha brasileira, analisando suas similaridades e distinções. Os resultados servirão para mostrar a fauna nessa região do planeta por um olhar de 4 jovens velejadores numa aventura ao redor do mundo.
O artigo futuramente publicado poderá ser extendido a novas pesquisas. O Projeto Fauna ao Vento, nada mais vai fazer do que uma revisão bibliográfica das espécies marinhas desta região do planeta. A comparação com a fauna marinha brasileira será inevitável. Como a trajetória da viagem está localizada nas mesmas latitudes do Brasil, muitas espécies que ocorrem lá, também poderão ser vistas nas águas do pacífico. A espécie Eubalena australis (baleia franca), por exemplo, tem registros de avistamentos tanto nas águas do pacífico sul quanto nas águas do atlântico sul, nas costas da Argentina, do Brasil e da África. E é isso que os resultados do Projeto buscarão mostrar. Paralelos entre as duas faunas. Ainda poderá abrir o leque para mais estudos como o porquê das espécies estarem tão distantes e continuarem com as mesmas caraterísticas e comportamentos. Também poderá ser discutido sobre hábitos diferentes de individuos da mesma espécie ou hábitos semelhantes de animais de diferentes espécies, gêneros ou famílias. Ocorrerão animais endêmicos nas ilhas que obviamente despertarão a curiosidade das pessoas, como o porquê de o animal viver somente naquele local, suas características e seus hábitos de vida.
Durante as travessias:
Dos 6 meses aproximados da viagem, pelo menos 30 dias serão navegando. Durante as travessias os animais que serão observados serão todos os de possível visualização. O barco apenas vai parar algum momento se o animal estiver tendo algum comportamento peculiar, como reprodução, pariamento, amamentação, disputas, ou algo do genero, caso contrário, se o animal estiver apenas se deslocando, o monitoramento será feito até se perder o indivíduo de vista.
Durantes as paradas:
As estadias nas ilhas servirão para conhecer a fauna local, e os animais mais interessantes entrarão no catálago. O enfoque maior sempre serão os animais da fauna marinha, porém, outros animais poderão entrar na lista de espécies avistadas. Nas ilhas, os objetivos de conhecer os animais que nela vivem, é descobrir alguma espécie endêmica, ou se o local serve de rota de parada para algum animal em migração e o porquê disso.
Objetivos
- Conhecer e divulgar a fauna marinha presente nessa região do planeta;
- Entender e compreender, quando possível, a migração e hábitos de algumas espécies;
- Verificar se há ocorrência de interações intra e inter específica entre as espécies;
- Registrar em fotografia tudo que for possível para ilustrar as informações;
- Ver se há endemismo (espécies que vivem somente em algum local) em alguma ilha;
- Ver as espécies que usam as ilhas apenas como ponto de parada para sua migração e as razões disso;
Metodologia
A pesquisa será feita através do monitoramento 24h por dia de todas as espécies que puderem ser observadas. O veleiro Canela tem como regra sempre ter alguém acordado, o que viabiliza esse monitoramento. Qualquer animal que aparecer será registrado. Esse monitoramento vai ser feito a olho nu, ou quando nescessário com auxílio de um binóculo. Junto com o obervador terá uma prancheta com dados a serem preenchidos a respeito do animal, uma bússula para saber em que sentido ele se desloca, uma máquina fotográfica para fazer o seu registro, um termômetro para medir a temperatura atmosférica e a da água, e o GPS do barco servirá de auxilio para saber a posição aproximada do indivíduo.
Bibliografia
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