Destino Canela
Dias de expedição
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Destino Canela
Blog

24/7/2010 - 17:24

Dias perfeitos!

Depois da liberacao do surf aqui em Fiji podemos dizer que temos tido alguns dias perfeitos. Ontem surfamos Namoutu Lefts, pico ate entao proibido para pessoas de fora do resort, sozinhos, nos e mais um cara na agua. 

Publicado por Augusto Schlieper

12/7/2010 - 13:12

Patrocinadores em foco!


Finalmente terminamos a colagem dos adesivos no barco e não vemos hora melhor para agradecer a confiança de nossos patrocinadores, o St. Hubertus e a Alltech. É por empresas assim, com visão, que conseguimos realizar o projeto Destino Canela.

Publicado por Augusto Schlieper

12/7/2010 - 12:40

Surfing Freedom

Quadro na parede do Ed
Quadro na parede do Ed's Bar!


Surfing Freedom, esse é o assunto do momento aqui em Fiji. Para quem não sabe, os melhores picos de surf de Fiji pertenciam à resorts particulares e só quem se hospedava no resort podia surfar. Pessoas normais, digo normais porque a diária desses resorts custa entre 500 e 1000 USd por dia, eram mandadas embora por seguranças em jetski.

A história é a seguinte, por mais de 15 anos os resorts tinham o controle dos picos e uns 3 anos atrás foi realizado um campeonato em Cloudbreak, o pico mais famoso. Até aí tudo bem, único problema é que o novo presidente, que estava mudando um monte de coisa no país, estava presente.
Dizem aqui que o presidente ao ver que não havia nenhum Fijiano surfando perguntou o porque disso, a resposta que recebeu era que Fijianos não tinham permissão para surfar a melhor onda do seu país.

Não deu outra, foi assinado dias atrás um decreto que libera todos os picos de surf ao público, e por sorte estamos aqui.

Quem não está muito feliz são as pessoas com grana para ficar nos resorts, porém todo o resto, fijianos, velejadores, backpackers, surfistas pelados e etc estão celebrando este dia.

Fomos à um bar local uns dias atrás e por todo lado haviam quadros comemorando a notícia.

Publicado por Augusto Schlieper

8/7/2010 - 14:16

Entrando no ritmo de Fiji!

Indo ver o jogo do Brasil, 6 horas da manhã.
Indo ver o jogo do Brasil, 6 horas da manhã.

Nos primeiros dias em um lugar a gente está sempre perdido, fica zanzando que nem turista normal, não sabe aonde ir, paga mais caro pelas coisas e por aí vai.  Esse é um motivo que não gosto de fazer viagem ``check list``, ir conhecendo um montão de lugares só para dizer que conheceu mas sem ficar mais de 2 dias em cada um.

Quando se fica mais que duas semanas em uma mesma região a gente já vira ``local``, as pessoas já te conhecem e aí as opurtunidades, para mim, realmente boas aparecem.

Passamos 2 semanas com dois amigos de Canela, conhecemos algumas ilhas e acho que em questão de surf eles voltaram para o Brasil satisfeitos. Dia 18 chega mais um amigo, O Jarrad, um australiano que morou lá em casa em 96 e que desde então é nosso irmão. Com ele chegando acho que ainda ficaremos nesse grupo de ilhas, para só depois quendo ele for embora nos aventurarmos à ilhas menos habitadas.

Aqui em Port Denarau, onde estamos, é um lugar estremamente turístico. Aqui tem Sheraton, Hilton e até HardRock, aqui também é de onde partem os barcos para as ilhas, então sempre tem gente chegando e saindo. Estamos no pier por enquanto, mas depois que o barco estiver com tudo pronto vamos para outra ancoragem, pois aqui se paga para ficar.

Aqui também estão os megaiates, do mesmo tipo que trabalhamos na Nova Zelândia. Vamos ver se aparece algum bico para gente, mas a coisa estão difícil devido a mão de obra aqui ser muito barata.

Ontem o Duda terminou de montar o guincho da âncora, vamos ver se funciona. Esse aparelho é fundamental pois puxar âncora e corrente na mão é tortura, os guris que o digam. A operação levantar âncora conseguia deixar 5 pessoas ``no bagaço``.

Acho que era isso. Pela foto acima acho que da para ver que não foi por falta de torcida aqui em Fiji que o Brasil perdeu a copa.

Publicado por Augusto Schlieper

3/7/2010 - 20:43

Travessia e Fiji


Para quem achava que meu blog estava abandonado… Não mais.  Porém não sei nem por onde começar. Cada vez mais vejo que escrever é um hábito, se você escreve com frequência fica fácil,  há uma sequência no que você escreve, já  quando escreve raramente quer contar tudo e aí vira bagunça.
Por onde começar... Bom, por que não pelo começo? Né?
Então vamos lá, Nova Zelandia, frio, chuva, pressa e muito trabalho, assim começa essa nova etapa da viagem.  Passamos mais ou menos 1 mês e meio a mais do que o planejado em Opua reformando o barco, também o trabalhos foi maior do que o esperado. Cheguei a conclusão que em reforma todo mundo deveria contar uma margem de segurança de 100%, tanto em tempo quanto em dinheiro, sempre demorar e custa mais do que o esperado.


A idéia era pintar o barco com spray e com um profissional, porém o tempo e a chuva  nos fizeram mudar de planos e pintar com rolo, isso com o pintor nos guiando. Dá pra dizer que ficou bom, tirando uns escorridos por culpa do ``cara do pincel`` (eu) , no mais o barco ficou bonito, coisa boa ver o Canela assim.
Bom, barco pintado, barco na água, arruma daqui, arruma dali, era a hora de partir. A previsão de tempo era boa, alguns barcos estavam saindo e só em uma semana mais perto de Fiji o tempo poderia piorar, como quanto mais a gente esperasse pior o tempo ficaria, saímos com a tropa.


Junto com o Canela saiu o Zazoo, do João Pescador, para a sua primeira travessia, ele empolgadíssimo. A idéia era sair demanha, porém até dar saída nos papéis, botar diesel e comprar mais uma coisinhas acabamos saindo ao entardecer. Também nada mais normal, não sei como ainda não nos acostumamos com isso.
Os primeiros 2 dias foram de vento forte de popa, com o barco voando. Fizemos no primeiro dia 170 milhas, agora não me lembro se é o recorde do Canela mas sei que está muito bom.
Pelo segundo dia tivemos a primeira baixa, o leme de vento (sistema que pilota o barco só com a ajuda do vento) quebrou. Como estavamos com mar de popa e descendo ondas, as vezes o barcos dava umas embaladas que chegava a 10 nós de velocidade, juntando isso com o barco estar muito pesado na popa, que estava com vários galões de diesel, o suporte do leme de vento quebrou, quebrou o alumínio e ficou pendurado por um parafuso. Para nossa sorte, pois o leme de vento é fundamental para a gente, conseguimos botar ele para cima e agora temos achar alguém que lide com metal para arrumar, ainda bem que não é nada de muito complicado.


Durante toda a travessia tivemos a ajuda do Hugo, do veleiro Beduína, que agora mora na Nova Zelandia. Como podemos receber mensagens SMS no iridium de graça e o Hugo manja um monte de meteorologia, todo dia ele nos mandava a previsão de vento e mar para as próximas 12 horas.


Com isso veio a notícia:  `` Há uma depressão acima de vocês e a coisa é feia.``  Depois disso falando com outros barco no radio SSB descobrimos que vários barcos que estavam subindo decidiram voltar, mesmo estando a dois dias de distância de Opua. Nessa hora a ajuda do Hugo foi fundamental, pedimos para ele: `` Hugo, o que fazemos????? Voltamos??  Ai ai ai...``  Como estávamos mesmo longe da NZ e a tal da depressão iria nos alcançar de qualquer jeito, o concenso foi que deveríamos continuar porém seguindo mais para leste, onde o terror seria menor.


Sabendo disso, e seguindo as dicas do Hugo fomos indo, agora sempre com o motor ligado para andarmos mais e fugirmos mais da tempestade.  O problema foi que quando começamos o ``modo tormenta``, com pouca vela,  motor ligado e tudo preso destro do barco, a tormenta só chegou 2 dias depois. Passamos dois dias de angústia e ansiedade, só esperando a porrada bater.
Torturante essa espera, e aí quando veio, apesar de ter sido o pior mar que pegamos até agora, não foi tanto quanto imaginávamos.  Depois de muita batessão, algumas vomitadinhas do Joãzinho e muito diesel, a tal da tempestade passou.


Viva a calmaria, se não tivéssemos preocupados com o diesel, que háviamos gastado demais, aquela seria a melhor calmaria do mundo. Passamos um dia esperando o vento, e sem fazer muita força para andar, a hora era de descansar mesmo.
Motoramos uns dois dias e aí finalmente chegamos nos alísios, depois disso o vento durou até a chegada em Fiji.


Meu pai não gosta de coisas de última hora, com essa então ele vai até rir. Dois amigos do Brasil estávam vindo nos visitar, o Fafa e o Felipe. Não é que chegando em Fiji, de noite, quase no passe, vimos o avião deles chegar. Numa travessia de 9 dias chegamos junto com eles, que vieram do Brasil.
Fiji aqui é uma maravilha para ``velejar`` (motorar também pois tem muito coral). Aqui no grupo em que estamos,  por fora das ilhas, há uma barreira de coral, então aqui dentro a água está sempre calminha, se vai de ilha em ilha em algumas horas com um mar paradinho.
Aqui o problema são os corais, que em alguns lugares estão crescendo e em alguns lugares não foram cartografados, e em alguns lugares ainda os corais não estão no lugar marcado na carta. Nossos amigos franceses do QOVOP quando chegaram deram um ``encostãozinho`` em um recife, mas nada grave. Segundo eles foi um bom teste para o remendo feito por eles em Tonga, novembro passado, ``se não caiu esta vez acho que não cai mais...``


Vamos ver, aí tem o surf, que rola nos passes, nas entradas para esse grande ``lagoon`` em que estamos. Para mim está um pouco demais no momento, mas devagar vamos indo.
Bom, acho que era isso, para começar. Vamos ver se mantenho o blog em dia. E como dizem aqui: BULA BULA  (é tipo um oi, pois é bula bula ``pra`` cá, bula bula ``pra lá.)

Publicado por Augusto Schlieper


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